A percepção de crise tem muitas faces. No ocidente estas são: a fome, o desemprego e a falta de dinheiro, no oriente temos uma outra face que não faz (fazia) sentido no nosso Continente, a mudança e oportunidade. Das duas uma, ou eu estou a ficar um bocado oriental ou então a minha percepção sobre a actual crise está a mudar.
Consigo ver todas as suas consequências, mas não consigo deixar de pensar que esta crise é uma oportunidade para criar novas maneiras de olhar os factos.
Antes desta crise havia questões que não se podia levantar e havia axiomas que não podiam ser mexidos. É isso que estou a viver como novo, ver pessoas que defendiam o livre mercado com unhas e dentes a criticar os estado por terem adormecido e não terem desempenhado o seu papel.
Acho que esta sim é a maior consequência de uma crise. Uma crise permite e cria condições favoráveis à mudança de paradigmas. Pela sua gravidade permite às pessoas modificar coisas que sentiam que deviam ter mudado à algum tempo mas que, com o andar da carruagem não se sentiam seguras para essas mudanças, e como as coisas continuam a andar…...
A crise é um momento de paragem, e como tal é uma oportunidade única de mudança para as nossas economias/vidas viciadas em movimento perpétuo. A dinâmica é a ferramenta mais importante do modelo económico actual.
O segredo da melhoria da produtividade do nosso modelo económico actual reside na intensidade e na dinâmica dos sistemas, e naturalmente este sentido de melhoria parece esgotado. A falta de liquidez de dinheiro e de matérias-primas deveria ter sido um sinal ao nosso sistema de desenvolvimento que deveria ter iniciado um processo de renovação.
Mas estas tendências são muito periféricas para produzir efeito em algo com a inércia de um mercado global. A única solução é uma crise, um momento em que se para/desacelera o mercado global até uma velocidade em que ele consiga fazer a curva.
E agora, fazer a curva para onde?
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário